|
|
|
Reload Sindilojas 2026 reúne cerca de 300 pessoas e inspira novas práticas no varejo |
|
O Reload esteve on, e com ele a provocação para sair do automático e olhar para o futuro com novas perspectivas. A 11ª edição do Reload Sindilojas foi realizada na noite desta quinta-feira (16), no Clube Tiro e Caça, reunindo cerca de 300 pessoas entre empresários e profissionais interessados em repensar estratégias e abrir espaço para ideias inovadoras aplicáveis ao dia a dia dos negócios.
Com o tema “O Reload tá on”, o evento contou com três palestras: da especialista em inovação e desenvolvimento de negócios no Lab Fecomércio-RS, Carolina Filipelli; da economista-chefe da Fecomércio-RS, Patrícia Palermo; e do especialista em comportamento e saúde emocional e diretor da franqueadora Vithall Treinamentos, Rafael Muller. Para encerrar a programação com energia e inspiração, a atração surpresa da noite foi a bateria da escola de samba Inhandava, de Bom Retiro do Sul, que trouxe a alegria e a intensidade do carnaval para impulsionar novas práticas e estratégias nos negócios.
Na abertura do evento, o presidente do Sindilojas Vale do Taquari, Renan José Borelli, agradeceu a presença do público, reconhecendo o compromisso dos participantes em buscar conhecimento como diferencial competitivo. “O melhor investimento que vocês podem fazer é no conhecimento”, afirmou. Ele também mencionou a expectativa em torno da programação da noite, com palestrantes preparados para compartilhar conteúdo relevante e aplicável à rotina empresarial.
Representando o poder público, o vice-prefeito de Lajeado, Guilherme Cé, fez uma fala marcada pela conexão pessoal com o varejo, ao relembrar sua vivência familiar no comércio local e os desafios enfrentados diariamente pelos lojistas. Ele ressaltou o valor de momentos como o Reload, especialmente em um cenário acelerado e cada vez mais digital. “Em um mundo cada vez mais rápido e conectado, é importante um momento como esse para que a gente pare, reflita e aprenda novas ideias”, afirmou.
IA no Varejo: Seu Negócio ON
Abrindo a programação, Carolina Filipelli conduziu uma palestra dinâmica e repleta de exemplos práticos sobre o uso da inteligência artificial no varejo, apresentando ferramentas capazes de auxiliar e otimizar rotinas no dia a dia das empresas. Ao contextualizar a transformação digital, explicou que esse movimento é essencial para organizações de origem tradicional que precisam se adaptar a uma nova realidade de mercado.
Ao tratar da inteligência artificial, Carolina reforçou a necessidade de preparo e estratégia para sua aplicação. “A gente precisa ter estratégia, usando a tecnologia integrada com os processos para começar a ter resultados”, afirmou. Ela também observou que empresas que adotam IA e estratégias multicanais apresentam crescimento médio de 25% nas vendas anuais.
Na sequência, trouxe exemplos de ferramentas de automação e abordagens que podem ser aplicadas tanto no atendimento quanto no marketing, citando soluções como ChatGPT, Manychat e WhatsApp Business, além do uso de redes sociais como Instagram e TikTok. Também fez um alerta sobre o uso consciente de tendências, reforçando que “trends só devem ser usadas se fizer sentido para o cliente”.
Encerrando sua participação, a palestrante salientou que, ao automatizar tarefas operacionais, é possível liberar tempo para o que realmente importa: o relacionamento com o cliente. “É dessa forma que a gente consegue competir com os grandes”, concluiu.
Só vende quem entende: Você está on?
Com uma abordagem direta e marcada por exemplos reais, Patrícia Palermo apresentou uma série de reflexões e orientações voltadas a ampliar vendas e melhorar a lucratividade dos negócios, ressaltando que, muitas vezes, pequenos ajustes já são capazes de gerar grandes diferenças nos resultados.
Nesse contexto, enfatizou a necessidade de compreender o comportamento do consumidor e de oferecer exatamente o que o cliente deseja adquirir. Ela também evidenciou o papel complementar dos pontos de venda físico e digital, reforçando que a multicanalidade deixou de ser uma escolha para se tornar uma exigência: “Mudar é caro, mas não mudar é impagável”. Ao abordar o uso das redes sociais, apontou o potencial do Instagram como vitrine para públicos que muitas vezes não passam pela loja física.
Outro aspecto abordado foi a recorrência no consumo e a valorização do básico bem executado como requisito mínimo para competir no mercado, sendo que quem entrega além do esperado naturalmente se diferencia. Segundo ela, o cliente busca soluções, o que exige processos pensados para facilitar sua jornada. Nesse sentido, a economista também abordou a gestão de pessoas, defendendo contratações estratégicas, alinhadas às necessidades do negócio, e reforçando que o treinamento de colaboradores não é opcional, mas uma obrigação.
Ao tratar de lucratividade, Patrícia foi enfática ao diferenciar venda de resultado financeiro: “Uma coisa é vender. Outra coisa é lucrar”. Entre os pontos levantados, apontou a necessidade de uma precificação estratégica, alinhada ao público-alvo. “Quem quer vender para todo mundo, não consegue vender para ninguém”, afirmou. Ela também alertou sobre o uso consciente do crédito, que não representa renda, mas sim uma antecipação.
Encaminhando para o encerramento, deixou uma reflexão sobre a necessidade de olhar com atenção para o próprio negócio, reconhecendo falhas e potencialidades, e finalizou reforçando a relevância de ajustar a rota quando necessário: “Às vezes, para chegar onde a gente quer, temos que mudar a direção para onde estamos indo”.
Mente e coração – O poder da mente e da emoção no desempenho pessoal
Encerrando o ciclo de palestras, Muller trouxe uma reflexão profunda sobre comportamento, saúde emocional e o impacto direto desses fatores nos resultados pessoais e profissionais. Ao longo da apresentação, ressaltou que a felicidade deve estar na realização e no propósito, sendo esse o grande objetivo da vida.
O palestrante também enfatizou a necessidade de sair da zona de conforto e reconhecer o próprio crescimento a partir de novas atitudes e da superação de medos. Na sua avaliação, o momento mais relevante é o presente, embora muitas pessoas permaneçam presas ao passado ou excessivamente focadas no futuro, deixando de viver o agora. Nesse contexto, afirmou que “felicidade é uma decisão, independentemente da realidade externa”.
Para embasar suas reflexões, apresentou dados expressivos, como o fato de que até 98% das decisões de compra são influenciadas pelo emocional, além de mencionar que 70% das pessoas pedem demissão por causa da liderança, e não da empresa. Também chamou atenção para o cenário de desengajamento no ambiente de trabalho, com 59% dos colaboradores nessa condição, contrapondo com o dado de que empresas com equipes engajadas podem alcançar até 21% mais lucratividade.
Encerrando sua participação, Muller reforçou que a inteligência emocional é um fator decisivo para quem busca melhores resultados em todas as áreas da vida: “Se você quer de fato ter mais resultado, você tem que entender de inteligência emocional, que nada mais é do que o alinhamento da mente e do coração. E aí os resultados em todas as áreas da tua vida tendem a melhorar”.

