O caminho rumo à santidade de Monsenhor João Benvegnú ganhou um avanço decisivo. O Vaticano autorizou oficialmente a abertura da análise dos documentos que integram o processo de beatificação e canonização do sacerdote, nascido em Muçum em 1907.
A autorização foi concedida pelo Dicastério para as Causas dos Santos, que agora passa a examinar, em Roma, todo o material reunido durante a fase diocesana. A documentação inclui testemunhos, registros históricos e evidências sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade do religioso.
O processo, solicitado pelo postulador padre Paulo Vilotta, chega a uma etapa considerada fundamental: a validação oficial dos atos já realizados na Arquidiocese de Passo Fundo. A partir disso, a Igreja avança na avaliação que pode levar ao reconhecimento das virtudes heroicas do sacerdote.
Conhecido por sua dedicação intensa à comunidade, Monsenhor Benvegnú marcou gerações com seu trabalho pastoral. Atendeu fiéis no confessionário por horas, visitou doentes, apoiou famílias e liderou iniciativas que resultaram na criação de escolas, hospitais e outras estruturas essenciais para o desenvolvimento regional.
A fama de santidade, presente ainda em vida e fortalecida após sua morte em 1986, mobilizou fiéis e impulsionou a causa. Ao longo de 14 anos, mais de 500 testemunhos foram reunidos, além de cartas e documentos históricos, agora sob análise do Vaticano.
Se confirmado o reconhecimento, o Vale do Taquari poderá ter seu primeiro santo — um marco histórico para a fé e a cultura religiosa da região.
Com informações de Elisangela Favaretto

