COLUNISTA
NA MINHA ÉPOCA
   
Nosso colunista Jaime Folle traz esta semana uma bela reflexão sobre o tempo, nossa ligação com o passado e o fato de que muitas vezes esquecemos do presente e do futuro

Por Jaime Folle
23/11/2021 15h54

Normalmente erramos porque nos distraímos da essência do presente por meio de furtivas distrações para o passado. Poucas são as pessoas que têm um projeto de vida para o futuro. Quem tem um planejamento claro do que quer da vida daqui a dez ou vinte anos?

As mágoas são o apego ao passado, exercem uma força muito grande em nossas vidas, segurando as cargas emotivas que nos prendem a ele. Quem pensa assim, presta muita atenção em coisas que ficaram para trás e dá pouca importância às coisas que realmente interessam, como o futuro. “Um homem é grande quando grande é seu poder de concentração na essência futura”.

No dia a dia devemos observar as conversas de algumas pessoas, de que o passado era melhor e que, a todo o momento, ficam mencionando, em suas conversas, “na minha época”. Essas pessoas estão olhando para trás, como se não existisse mais o presente e nem o futuro.

O apego ao passado prejudica a vida presente, entendendo que o que aconteceu sempre será melhor do que as coisas que irão acontecer. Por isso, alguns vivem na defensiva, e assim têm a necessidade de se proteger constantemente, deixando passar oportunidades para crescer e se livrar de tudo isso em virtude deste apego obsessivo ao passado.

Para os que pensam assim, resta uma triste situação... Andar para frente olhando para trás. A vida, com certeza, será cheia de tropeços, pois, olhando desta maneira, será difícil colocar os pés em uma boa estrada rumo ao futuro. Ficar toda hora fazendo menção ao passado demonstra que o presente não existe e o futuro torna-se impossível.

Uma pessoa torna-se velha de memória quando começa a citar a quantidade de anos que tem. Quando começa a citar quanto tempo de trabalho já completou. Que passa o tempo contando os anos que faltam para se aposentar, entre outros. Dão passos para frente porque a vida exige que sejam dados. Se pudessem, ficariam dando passos para trás até entrar de volta no útero de suas mães.

Enquanto existir vida, devemos vivê-la no presente, o máximo que pudermos. “Não existe um caminho para a felicidade e nem vai haver a volta para o caminho percorrido. A felicidade é o próprio caminho a ser percorrido rumo ao futuro”. Afinal, para os que estão mencionando o passado como referência, fica a pergunta de quando vão começar a viver o presente? Quando vão voltar os olhos para o futuro? 

Até a próxima!

   

  

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