SAÚDE
Descoberta brasileira reacende esperança para pessoas com lesão na medula espinhal
   
Estudo liderado por pesquisadora da UFRJ mostra resultados promissores com a polilaminina, substância que estimula a regeneração de neurônios

Por Redação Vale Mais RS
16/02/2026 15h29

Um avanço científico que parecia impossível há alguns anos começa a ganhar contornos reais. Pesquisas lideradas pela bióloga brasileira Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, apontam resultados promissores no tratamento de lesões na medula espinhal, condição historicamente considerada irreversível.

A cientista dedica mais de 25 anos ao estudo da polilaminina, proteína desenvolvida para estimular a regeneração de neurônios adultos e favorecer a reconexão de células nervosas danificadas. Em testes laboratoriais, a substância demonstrou capacidade de restaurar conexões neurais, permitindo que neurônios voltassem a se comunicar.

Os resultados avançaram além do laboratório. Em estudos experimentais, animais que estavam paralisados recuperaram movimentos. Em humanos, os primeiros sinais também chamam atenção: um paciente tetraplégico voltou a mover os braços e até um dedo do pé após receber o tratamento com polilaminina.

A descoberta abre novas perspectivas para milhões de pessoas que convivem com lesões medulares provocadas por acidentes, traumas ou doenças neurológicas. Embora os estudos ainda avancem em etapas controladas e necessitem de ampliação, os dados já representam um marco na medicina regenerativa.

Mais do que um avanço científico, o estudo reforça uma mudança de paradigma: a medicina contemporânea não se limita mais a adaptar pacientes às sequelas permanentes, mas busca regenerar estruturas antes consideradas perdidas.

 

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Tatiana Sampaio

Tatiana Coelho de Sampaio é uma bióloga, professora e pesquisadora brasileira vinculada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Reconhecida por liderar o desenvolvimento da polilaminina, substância experimental que mostrou potencial em recuperar movimentos de pessoas com lesões graves na medula espinhal, sua trajetória tornou-se símbolo da inovação científica nacional.

 

Com informações de SigoMedicina

   

  

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