GERAL
Rio Grande do Sul - Gestores públicos de todo o mundo se reúnem para discutir proteção e defesa civil no estado
   
De 23 a 25 de junho, o Congresso Internacional de Proteção e Defesa e Encontro Nacional do ICLEI em Porto Alegre devem fortalecer a conexão do Estado a uma agenda internacional de sustentabilidade e resiliência territorial

Por Manu Vergamini
17/06/2026 16h27

Porto Alegre está se preparando para sediar o CIPDC 2026 — Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, entre os dias 23 e 25 de junho. O evento acontece juntamente com o 4º Encontro Nacional do ICLEI, também promovido pelo governo gaúcho e pelo ICLEI — Governos Locais pela Sustentabilidade. Na programação estão previstos painéis e palestras com referências nacionais e internacionais, apresentação da estratégia de preparação para o El Niño 2026/2027 e oficinas territoriais para construção do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul.

A expectativa dos organizadores  é contar com mais de mil participantes, entre gestores públicos, chefes estaduais de defesa civil, organismos multilaterais, academia e especialistas internacionais. Com esse fórum qualificado, espera-se a conexão do Rio Grande do Sul a uma agenda internacional de proteção civil, sustentabilidade e resiliência territorial.

Para Rodrigo Perpétuo, diretor-executivo do ICLEI América do Sul, o CIPDC nasceu de um contexto singular: após a maior catástrofe climática da história do Brasil, o Rio Grande do Sul escolheu transformar experiência em método, com planejamento e engajamento de parceiros. Assim, com a reconstrução do estado, o Rio Grande do Sul e o Brasil passam a figurar paulatinamente entre as referências na proteção da população contra as mudanças climáticas.

“Nessa perspectiva encontro assume uma importância ainda maior. A política pública tende à fragmentação. O evento propõe conciliar políticas de adaptação, prevenção e resposta, com políticas de desenvolvimento territorial e urbano. A ideia é ouvir a academia, iluminar boas práticas e fortalecer a ação integrada como referência de enfrentamento à crise climática”. afirma ele.

“O congresso é o momento em que essa experiência se torna visível para o mundo, com a participação de especialistas de múltiplos continentes, com delegações confirmadas da América do Sul, Europa e América do Norte”, completa.

El Niño e os desafios de 2026 – um dos desafios da gestão de riscos ambientais entre os municípios que surge com força em 2026 é o fenômeno El Niño. Segundo a Associação Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, o mundo precisa se preparar para um El Niño mais intenso este ano, com aumento de risco de fortes chuvas e secas nos próximos meses. O fenômeno já começou no oceano Pacífico e, segundo o órgão americano, as chances de ele se prolongar até o final deste ano são de 82%.

   

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