COLUNISTA
CUIDADO COM A EGOLATRIA
   
Cuidar do ego é um trabalho diário. É saber celebrar vitórias sem menosprezar ninguém, é aprender com os erros sem se defender o tempo todo, é valorizar mais o “nós” do que o “eu”

Por Jaime Folle
25/03/2026 17h59

A egolatria começa de forma sutil: na necessidade de reconhecimento, no desejo de ser sempre elogiado, na dificuldade de aceitar críticas. Aos poucos, ela cresce e se transforma em uma lente distorcida, onde tudo gira em torno da própria imagem, das próprias conquistas e da própria importância. Em um mundo que constantemente nos incentiva a mostrar, provar e validar quem somos, é fácil cair na armadilha de colocar o “eu” no centro de tudo.

O problema é que a egolatria afasta pessoas, enfraquece relacionamentos e impede o crescimento verdadeiro. Quem vive apenas para si deixa de ouvir, de aprender e de enxergar o valor do outro. E sem perceber, troca conexões genuínas por aplausos vazios. O ego inflado cria uma falsa sensação de grandeza, mas por dentro muitas vezes esconde insegurança, medo e necessidade constante de aprovação.

É importante lembrar que ninguém cresce sozinho. Toda conquista carrega o apoio, o incentivo ou até os desafios proporcionados por outras pessoas. Reconhecer isso é um exercício de humildade, e a humildade é o antídoto para a egolatria. Ser humilde não é se diminuir, mas ter consciência de quem se é, sem precisar provar isso o tempo todo.

Cuidar do ego é um trabalho diário. É saber celebrar vitórias sem menosprezar ninguém, é aprender com os erros sem se defender o tempo todo, é valorizar mais o “nós” do que o “eu”. Quando colocamos o ego no lugar certo, abrimos espaço para crescer de forma verdadeira, construir relações mais fortes e viver com mais equilíbrio.

Portanto, vigie seus pensamentos, suas atitudes e suas intenções. Nem tudo precisa ser sobre você. Às vezes, o maior crescimento está em ouvir mais, servir mais e reconhecer que a vida ganha muito mais sentido quando compartilhada. Porque todo o seu ego construído ao longo da vida, será esquecido pelos outros alguns poucos anos após o seu falecimento.

Até a próxima

   

  

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