COLUNISTA
A AZEDA DISPUTA PELO PODER
   
Quando o poder deixa de ser um instrumento de serviço e passa a ser um fim em si mesmo, ele perde sua essência e passa a corroer valores fundamentais como respeito, ética e cooperação

Por Jaime Folle
08/04/2026 18h04

Independentemente do local, ambiente, espaço ou em diferentes tempos e contextos, a disputa pelo poder tem revelado um lado amargo da condição humana. O que deveria ser um exercício de liderança, compromisso e responsabilidade, muitas vezes se transforma em um campo de batalha marcado por vaidade, ego e interesses pessoais e até violência. Quando o poder deixa de ser um instrumento de serviço e passa a ser um fim em si mesmo, ele perde sua essência e passa a corroer valores fundamentais como respeito, ética e cooperação.

A ânsia por dominar, controlar e vencer o outro cria ambientes tóxicos, onde o diálogo é substituído pelo confronto, e a construção coletiva dá lugar à imposição individual. Nessa disputa azeda, não há vencedores reais, todos perdem, especialmente aqueles que dependem de decisões justas e equilibradas. O poder, quando malconduzido, divide equipes, enfraquece instituições e compromete o futuro de empresas, estados, e até dentro da instituição familiar.

É preciso compreender que liderar não é sobre impor, mas sobre inspirar. Não é sobre vencer o outro, mas sobre construir com o outro. A verdadeira força está na capacidade de ouvir, de ceder quando necessário e de agir com propósito maior do que interesses pessoais. O poder que transforma é aquele que se coloca a serviço, que promove o bem comum e que entende que ninguém cresce sozinho.

Diante disso, cada um de nós é chamado a refletir sobre como exerce sua influência, seja em pequenos grupos ou em grandes decisões. Que possamos substituir a disputa pessoal pela cooperação, o ego pela empatia e a imposição pelo diálogo. Afinal, o poder mais nobre não é o que domina, mas o que transforma vidas de forma positiva e duradoura.

Até a próxima.

   

  

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