GERAL
CADEIA PRODUTIVA CNA anuncia criação de comissão permanente para o tabaco e reforça apoio aos produtores
   
Durante audiência realizada em Brasília, representantes dos produtores, indústria, trabalhadores e municípios produtores receberam o compromisso da entidade de ampliar a defesa institucional do setor e fortalecer o debates

Por Rodrigo Nascimento
01/07/2026 16h04

A cadeia produtiva do tabaco conquistou, nesta terça-feira, 30, um importante reforço institucional em sua estratégia de representação nacional. Em audiência realizada na sede da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), lideranças dos produtores, trabalhadores, indústria e municípios produtores receberam da entidade a confirmação de que será instituída uma comissão permanente dedicada à cadeia produtiva do tabaco dentro da estrutura da confederação. A medida amplia a interlocução política do setor e cria um espaço permanente para o debate de temas relacionados à produção, competitividade e regulamentação da atividade.
A reunião foi conduzida pelo presidente da CNA, João Martins da Silva Júnior, e contou com a participação do vice-presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Romeu Schneider; do presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing; do diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Edimilson Alves; do presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Gilson Becker; do presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores na Indústria do Tabaco e Afins (Fentitabaco), Rangel Marcon; do deputado estadual Elton Weber; além de prefeitos e lideranças municipais.
Durante a apresentação, Schneider destacou a dimensão econômica e estratégica da cadeia produtiva, cuja safra atual está estimada em aproximadamente 680 mil toneladas, consolidando o Brasil como o segundo maior exportador mundial de tabaco e responsável por cerca de 25% de todo o produto comercializado no planeta.
Ao acolher as demandas apresentadas pelas entidades, o presidente da CNA reafirmou o compromisso da instituição com a defesa dos produtores rurais brasileiros e destacou a importância da unidade do setor. “Aqui é a casa do produtor. Ficamos agradecidos por buscarem esta ajuda aqui conosco e por entenderem que estamos todos do mesmo lado. Aqui não temos medo de defender esta cadeia produtiva tão importante”, afirmou João Martins da Silva Júnior.
Além da criação da comissão permanente, as entidades apresentaram à confederação preocupações relacionadas ao ambiente regulatório e à necessidade de ampliar os espaços de diálogo institucional sobre o futuro da cadeia produtiva do tabaco. O presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, destacou que a principal preocupação das entidades é assegurar o direito à produção e preservar a competitividade de uma atividade fundamental para milhares de famílias. “Nossa preocupação é defender o direito de produzir, que infelizmente é o que vem acontecendo no país. Os dispositivos eletrônicos representam um novo nicho que está sendo perdido e, dentro disso, buscamos o apoio da CNA, inclusive junto à Comissão Nacional Para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq), para que se mantenha o direito de produzir”, ressaltou.
Durante a reunião, o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, apresentou a evolução dos dispositivos eletrônicos para vaporização de nicotina e dos produtos de tabaco aquecido, destacando que estas tecnologias representam alternativas economicamente relevantes para a cadeia produtiva mundial e já se encontram regulamentadas em cerca de uma centena de países. “O Brasil permanece como uma das poucas exceções internacionais a não contar com um marco regulatório para estes produtos, situação que limita oportunidades econômicas, tecnológicas e produtivas para o setor nacional”, reforça.
Para Becker, a decisão da CNA de instituir uma comissão permanente dedicada ao tabaco representa a abertura de um novo espaço institucional para que a cadeia produtiva possa apresentar suas demandas de forma permanente e estruturada. “Saímos desta audiência com um compromisso muito importante da CNA, que é reconhecer a relevância econômica e social da cadeia produtiva do tabaco e garantir que este setor tenha voz permanente dentro da principal entidade representativa do agro brasileiro. Isso fortalece a defesa dos produtores, dos trabalhadores, dos municípios produtores e de toda uma cadeia que gera desenvolvimento e oportunidades para milhares de famílias”, complementa.

   

  

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